segunda-feira, 4 de maio de 2009

PAPEL


Branco, puro e sensível.
Que pede, que chama, que acolhe pensamentos.
Qual é então o meu papel?
Observá-lo, escrevê-lo ou lê-lo?
A ação é bem planejada, medida e cheia de cuidados.
Errar é estragar até aonde já foi feito, ou
Ter que começar tudo de novo.
É o coração que escreve com o auxílio da mente.
O medo é que age no coração.
Temer o futuro e as decisões a serem tomadas,
E das decisões já resolvidas...
Permitir que as linhas saiam sem pressa, sem censuras.
Ver até aonde posso chegar.
Nâo saber o que escrever, mas mesmo assim querer escrever.
Palavras que dão força, que fazem refletir e assim melhor decidir.
Não é fácil...
A briga interna é intensa e contínua.
Ao invés de ajudar, atrapalha.
Qual é então o meu papel?
Afinal, quem escreve se observa e lê a si mesmo.
Gostar do que lê é fundamental.
E se auxiliar a outro leitor, tanto melhor.
Escrever é um ato individual com influência social e psiquica.
Ah! O papel...
Branco, puro e sensível papel.
(autora: Rosângela Morgado Mattar - escrito em 14/10/2003)

1 comentários:

Rosinha disse...

Profundo!!!
E o meu papel??? Qual eh???
Ultimamente... o Higiênico!!!
kkkkkkkkkkkk